Ele é o lar de muitas vidas...

Atualizado: 25 de mai.



Esta edição do "Fora do Expediente" traz uma história cheia de amor e solidariedade. Nosso personagem atua na área de tecnologia e adora o que faz, aplicando os conhecimentos acadêmicos também no campo pessoal. Mas seus interesses não se resumem a dados e o seu olhar não se limita a “modernidade”, afinal de contas ele mantém um museu de aparelhos antigos (que um dia foi sonho de muita gente!). Mas o melhor está por vir: ele é tutor de dezenas de cães e gatos e faz isso com muito amor. Eu fico imaginando o que esses pets diriam sobre ele se pudessem contar suas histórias nessa entrevista. Você já sabe quem é esse grande ser humano?


1) Quem é você?

Me chamo Eisner Robert Mendes da Cunha, sou da área de Tecnologia da Informação (TI), onde atuo há 30 anos. Atualmente trabalho na CGJ/AM, estou como Chefe da Divisão de Estatística e Tecnologia da Informação. Considero-me uma pessoa comunicativa, que gosta de ajudar e compartilhar conhecimento com os colegas.


2) O que você mais gosta no seu trabalho?

Da interação da equipe e do comprometimento de todos para a solução de problemas, mesmo que a solicitação seja direcionado para alguém específico.


3) E fora do trabalho, quais são as suas paixões

Como hobby, também incluo a tecnologia. Utilizo, por exemplo, aplicativos e itens de ‘casa inteligente' interagindo com a Alexa; tenho um servidor de mídias que me permite gerenciar fotos, filmes, músicas pessoais etc. Possuo, também, o que chamo de 'Museu de Tecnologias' com aparelhos de Disco Laser 1984, telefones antigos , iPhone 2G e 3G, modem CDMA, unidade de disquete, agendas eletrônicas do ano de 2000, discos de vinil, etc.


Em particular, tenho uma afinidade grande em cuidar de pets (gatos e cachorros) resgatados por mim, geralmente com algum tipo de mazela que as trato (veterinário) e dou para eles um lar temporário com respeito, carinho, medicamento, alimentação, etc. Muitas das vezes esse lar temporário se torna "fixo”, fazendo deste convívio uma grande família em minha casa. Também tenho dado suporte a alguns pets que vivem em ruas. Por toda essa dedicação, sou retribuído com gestos de respeito por cada um deles.


4) Sobre essa paixão pelos animais, quando e como começou?

Esta cumplicidade com os animais já vem de muito tempo: aproximadamente 30 anos; está em meu DNA. Sempre tive cachorros, alguns escolhidos e outros resgatados de alguma forma. Com o passar dos anos estes resgates me levavam a cuidar dos pets e não mais devolvê-los às ruas.


Comecei a deixá-los em meu convívio, pois os pets adultos são de difícil adoção. Por esse motivo, passei a ser tutor deles para o resto de suas vidas. Os filhotes, todavia, conseguem ser adotados com mais facilidade. Sobre os resgates, passei a não classificar "cachorro" ou "gato". Se eles precisarem de ajuda, eu estou lá e, muitas vezes, não preciso ir atrás, eles simplesmente aparecem na minha frente.


5) O que essa experiência te ensinou?

O maior aprendizado é o amor incondicional e o respeito demonstrado pelos pets. No entanto, é importante frisar que todo o cuidado para com eles, requer um grande esforço de quem cuida. No meu caso, cuidar de uma grande quantidade de cães e gatos requer compromisso e dedicação. Bom seria poder ajudar a todos que precisam e que vivem nas ruas, mas isso não é possível para uma única pessoa. Caberia tanto uma ação dos governantes quanto da sociedade que precisa se conscientizar sobre a quantidade de animais abandonados. Isso é um problema social.


6) Se alguém quiser te ajudar nesse trabalho voluntário pode fazer de que forma?

Não estou vinculado a nenhuma ONG, porém, às vezes, conheço colegas que compartilham do mesmo sentimento de solidariedade e conseguimos fazer algo pelos que necessitam. Um sonho seria ter um local para criar um abrigo que atendesse os animais idosos e necessitados de cuidados especiais.


7) Que dicas você pode dar para quem tem interesse de apoiar os animais de rua?

Primeiro veja como funciona este tipo de ação com alguém que já faça sozinho ou com auxilio de grupos e ONGs. Também poderia sugerir outras formas de colaborar: doando para ONGs os itens que seu pet, por ventura, não utilize mais e apoiando-as com ração e medicamentos (verificando antes a validade do medicamento); cuidar temporariamente de um pet em uma ação que chamamos de "lar temporário", que é útil, inclusive, para a pessoa verificar se possui a devida paciência e aptidão para cuidar de animaizinhos domésticos; providenciando a castração (muito recomendada) de seu pet ou de algum pet que você gostaria de auxiliar; conversando sobre vacinação e/ou castração de pets com amigos e parentes que têm animais domésticos; além da contribuição financeira com quem cuida (verificando sempre a veracidade do pedido).


8) Se pudesse deixar uma mensagem para o mundo, qual seria?

Deixo como mensagem uma frase que acredito ser atribuída a Chico Xavier: "Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar".



CURIOSIDADES:


Esse, que está posando para foto no colo do nosso colega Eisner, chama-se TJ. Sim, o nome é uma homenagem ao Tribunal de Justiça, pois foi encontrado, filhote, no estacionamento do TJ. Hoje ele tem três anos e exibe simpatia, até na hora do click fotográfico!



O Aladin, que você vai conhecer na foto a seguir, também vivia no estacionamento do Tribunal de Justiça. Estava visivelmente precisando de ajuda. Olha como está lindo atualmente.



Marrom foi o terceiro cão resgatado do estacionamento do TJAM. Ele estava muito magro e precisava de cuidados e carinho. Antes de levá-lo para casa, nosso colega Eisner levava comida para ele todos os dias, até que em março de 2020, quando soube que em decorrência da pandemia todos os servidores ficariam em home office, tomou a iniciativa de lhe dar um lar. Veja o antes e o depois.



A mais recente adoção foi de um gatinho, que se protegia embaixo dos carros estacionados no entorno do TJAM. No dia 04 de março, Eisner o resgatou. Está em tratamento com medicação. Tem cerca de dois meses e ainda não tem nome. Você quer sugerir algum? Deixe seu comentário no post.





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